Aracaju como eu vejo!

///Aracaju como eu vejo!
Aracaju como eu vejo! 2019-05-18T18:43:06+00:00

May 2019

City Organizer: Lícia Cotrim
Walk Leader: Marilza Honorato
Photographs by: Marilza Honorato e Sergio Gois

Segundo Jane Jacobs, caminhar pelo bairro e pela vizinhança é uma maneira de construir cidades mais humanas e sustentáveis. Através das caminhadas as pessoas podem refletir, compartilhar e questionar os espaços urbanos a sua volta. A rua é uma autêntica e complexa instituição social onde desde crianças aprendemos a socializar e construir comunidade. Se a rua acaba por privilegiar o automóvel por sobre o pedestre, ela morre e inicia-se o fim da cidade.

No dia em que se comemora o Jane’s Walk uma espécie de homenagem ao nascimento da escritora com uma caminhada em várias cidades ao redor do mundo, fui as ruas de Aracaju, para achar onde a veia pulsa e tentar entende-la. Durante uma hora, caminhei cerca de um quilometro, passando pela rua Laranjeiras, e suas travessas, pelo calçadão e seus comercio, rua do turista, Catedral Metropolitana, cruzei a rua Itabaianinha e praça Almirante Barroso. Nessa caminhada notei que aos sábados a rotina do centro é diferente, as pessoas não vão ali apenas para trabalhar ou fazer compras, mas vão descontrair, socializar e se divertir. Aos sábados, em uma das travessas conhecida como beco do “Mijo”, um churrasquinho no meio do beco com mesas e cadeiras é ocupado por diversos pessoas de vários lugares e idades. Tanto na rua quanto nas travessas, existe um comercio grande voltado para beleza, são salões repletos de pessoas de todos os sexos, que buscam maneiras de levantar a autoestima. Os mobiliários urbanos observados ao longo da rua, são bancos, que agregam as pessoas em rápidas conversas enquanto espera em frente as lojas. Embora não tendo visto lixo e entulhos na rua, senti falta de mais lixeiras espalhadas pelo caminho, as calçadas nesses pontos que caminhei estavam bem conservadas e seguiam um certo padrão. Tanto na praça da Catedral quanto na praça Almirante Barroso existem muitos monumentos, alguns conservados, alguns em reforma e outros tantos ocupados por moradores de rua.

Antes de mudar uma cidade é preciso conhece-la, procurar onde pulsa sua vitalidade, saber como as pessoas as vem e o que apreciam nela. Caminhar pelo centro, me fez descobrir coisas interessantes, mesmo não tendo um olhar tão apurado, compreendi que as pessoas ainda buscam a cidade como forma de socialização, de diversão e cultura e que a ocupação desses espaços é necessária para que a cidade não morra.