Onde estão as pessoas?

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Onde estão as pessoas? 2019-06-13T16:07:14+00:00

Maio 2019

City Organizer and Walk Leader: Bianca Camargo Martins

Photographs by: Thiago Maciel Ribas

A O objetivo da caminhada era perceber como é a relação entre as pessoas e a área central de Ponta Grossa. Para isso, percorremos as principais ruas e praças para identificar como os princípios da ativista Jane Jacobs poderiam ser aplicados. Nosso ponto de saída foi a Praça Marechal Floriano Peixoto, ponto importante da história da cidade. Lá percebemos que a falta da diversidade de usos faz com que a área central seja esvaziada em certos momentos do dia e da semana, fato que ocorre intensamente na Rua XV de Novembro, nossa segunda parada. No Parque Ambiental vimos que a falta de conexão com a história da cidade e com o perfil da população, além de erros de projeto, fizeram com que o espaço do Parque não fosse intensamente utilizado por muitos anos. Somente na última década, após algumas intervenções, a população se apropriou do espaço e intensificou o uso do mesmo. Porém, a situação atual demonstra a falta de conservação e a falta de qualidade de projeto das últimas intervenções feitas na área. Em seguida, percorremos a Avenida Vicente Machado, onde percebemos a existência de muitos imóveis fechados. Percebemos o intenso movimento de pessoas, cujo maior interesse é fazer compras na região. Além disso, vimos como o desenho urbano e o projeto das edificações excluem as pessoas e fortalecem a segregação socioespacial. Na Praça Barão de Guaraúna vimos como o Poder Público tem planejado a cidade para os carros, em detrimento aos pedestres. Já na Praça Barão do Rio Branco identificamos várias atividades distintas e vimos como o mesmo espaço público pode dar base a inúmeras atividades. Ainda, discutimos como as atividades das edificações do entorno repelem ou incentivam o uso do espaço público. No Calçadão, finalizamos nossa caminhada com a discussão sobre a falsa vitalidade da área, que só existe em dias de semana, em horário comercial. Concluímos que a área central, ao mesmo tempo em que é um espaço popular, exclui a população e a impede de residir na área e garantir a vitalidade urbana local.